Éliphas Lévi - Os discípulos do Abade Alphonse Louis Constant
Os Amigos e Discípulos de Éliphas Lévi
Autor: Leonardo Artaud Toledo
Este artigo propõe uma revisão da imagem tradicional de Éliphas Lévi como um ocultista isolado, destacando seu papel como figura central em uma complexa rede de discípulos, amigos e colaboradores no cenário esotérico europeu do século XIX. A partir de cartas, testemunhos e fontes bibliográficas, analisamos sua atuação como elo vital entre tradições anteriores — como o martinismo e a maçonaria esotérica — e as ordens iniciáticas que surgiram após sua morte. Longe de ser um mestre recluso, Lévi foi um catalisador de ideias e práticas esotéricas que se difundiram por meio de correspondências internacionais, revistas, salões e grupos espirituais. Neste estudo, buscamos esclarecer a teia de conexões que o liga diretamente aos fundadores das principais organizações ocultistas do período, como a Ordem Kabalística da Rosacruz, a Fraternidade da Estrela e a Golden Dawn.
A imagem recorrente de Éliphas Lévi é a de um místico isolado em meio à efervescente Paris do século XIX — um homem recluso, que escreve cartas ao Barão Nicolas Giuseppe Spedalieri, passa brevemente pela Maçonaria e morre solitário, sob os cuidados de uma discípula na Alemanha.
Essa visão, porém, é desmentida por testemunhos contemporâneos e por sua vasta correspondência e atividade intelectual. Lévi não estava só: ao seu redor havia discípulos, amigos e círculos de afinidade que perpetuaram seus ensinamentos muito além de sua morte, em 1875.
Os Doze Discípulos de Lévi
Em uma carta ao martinista Spedalieri, Lévi revela:
“Tenho doze discípulos, nem todos morando em Paris. Quatro, incluindo você, são meus queridos amigos. Um dos outros é um doutor em Berlim; os outros dois são grandes senhores poloneses. Destes quatro, você é o mais avançado em Teosofia.”
Embora Papus seja hoje o nome mais lembrado entre os discípulos de Lévi, essa ligação foi póstuma. Durante sua vida, o mais próximo de seus alunos foi o próprio Spedalieri.
A partir de 1861, Lévi começou a aceitar discípulos pessoais, principalmente na França, Inglaterra e Alemanha. Entre os nomes conhecidos, destacam-se:
Kenneth MacKenzie
Frederic Hickley
Jacques Charrot
Constantin Branicki
Jean-Baptiste Pitois (Paul Christian)
Mary Gebhard L’Estrange
Luc Desages
Paul Auguez
Jean-Marie Ragon
Henri Favre
Dr. Fernand Rozier
Abade Paul Gaspar Lacuria
Após a publicação do Dogma, os primeiros a se aproximarem do Abade foram: Luc Desages, Paul Augez, Jean-Marie Ragon, Henri Favre, Fernand Rozier, o cartomante Edmond e o hipnotizador Cahagnet.
Lévi não seguia métodos pedagógicos tradicionais. Ele próprio declara:
“Eu não ensino, desperto! (...) Não tenho um curso manuscrito — dou aos meus discípulos, conforme a necessidade de suas mentes, o que o espírito me dá para eles. (...) É uma comunhão e uma troca de pão: espiritual por corporal. (...) As necessidades do corpo são tão insignificantes para mim que as generosas dádivas dos meus filhos e irmãos ricos servem principalmente para satisfazer a primeira e maior necessidade da minha alma e de todas as nossas almas: a caridade.”
(Cartas ao Barão de Spedalieri, Curso de Filosofia Oculta).
Dr. Fernand Rozier e a Alquimia
O Dr. Fernand Rozier (1839–1922) conheceu Lévi por volta de 1856 e tornou-se seu discípulo até a morte do mestre. Em seus escritos, Rozier relata episódios vívidos de sua convivência com Lévi. Em um deles, descreve a fascinação do mestre com a semelhança entre piritas e símbolos herméticos. [1]
Discípulo de Lévi, deixou relatos de sua convivência com o mestre. Em um deles, descreve:
“Tanto quanto me lembro, foi em 1859 ou 1860; a data exata tem pouca importância. Éliphas Lévi ficou impressionado com a semelhança entre as piritas e certas figuras herméticas. Este mineral é composto de cristais oferentes de enxofre agrupados de modo a imitar, até certo ponto, um damasco; está tudo lá, até o talo. Essa semelhança de um mineral com uma fruta parecia-lhe uma assinatura.”[2]
Rozier teve papel de destaque na renovação do ocultismo durante a Belle Époque, ligando diretamente a tradição de Lévi ao renascimento martinista encabeçado por Papus. Foi defensor da iniciação espiritual como única e verdadeira, sendo uma ponte direta entre Lévi e os círculos ocultistas do final do século XIX. Este herdeiro liga Éliphas Lévi a uma tradição secreta alquímica e Rosacruciana que passou por Saint-Yves D'Alveydre, Albert F. Ch. Barlet, Guaita, Papus e chegou a Sociedade Alquímica da França de Papus, Barlet, François Jollivet-Castelot.
As Redes de Amizade e Influência
Além dos discípulos diretos, Lévi mantinha uma extensa rede de amizades e afinidades espirituais. Papus escreve, em homenagem a Stanislas de Guaita:
“Já em 1884 (...) do lado dos iluminados estavam: grupos dispersos das Sociedades de Rosacruzes organizadas por Éliphas Lévi; grupos dispersos do Rito Martinista derivados de Willermoz (desde 1810); grupos de swedenborgianos. É nestes centros que o grande movimento espiritualista terá o seu apoio.”[3]
Durante sua vida, Lévi colaborou com a Revue Philosophique et Religieuse, ao lado de Charles Lemounier e Charles Fauvety. Sua amizade com Henri Delaage e Alphonse Esquiros remonta ao colégio Saint-Nicolas-du-Chardonnet, em Paris.
Após a publicação de Dogma e Ritual de Alta Magia (1855), passou a frequentar reuniões esotéricas na casa de Fauvety, onde se reuniam:
Louis Lucas (autor de Química Nova)
Louis Ménard (tradutor de Hermes Trismegisto)
Littré, Considérant, Reclus, Leroux, Caubet, Eugène Nus
Alphonse Esquiros e Henri Delaage
Sobre estes últimos, Lévi escreveu:
“Há vinte anos, um de nossos amigos de infância, Alphonse Esquiros, publicou um livro de alta fantasia intitulado O Mágico (...). Pela publicação desse romance, fundou uma escola de fantasistas em magia cujo representante mais distinto é, atualmente, Henri Delaage.”
“Henri Delaage é um escritor fecundo e um taumaturgo desconhecido. Seu estilo não é menos admirável que as ideias de Esquiros, seu iniciador e mestre.”
(História da Magia)
Ambos estavam ligados ao Cenáculo, grupo de romancistas e políticos que se reunia na Biblioteca do Arsenal. Também frequentava o local o quiromante Adolphe Desbarrolles, que chegou a ser discípulo de Lévi, mas rompeu com ele por buscar prestígio social.
Seja como for, estes são Os Rosacruzes e Alquimistas descritos pelo Dr. Papus.
A Fraternidade da Estrela
Mais tarde, em 1882, Charles Fauvety fundaria a revista L’Anti-Matérialiste, que reuniu:
René Caille
Abade Roca
Albert Jounet
Henri Antoine Jules-Bois
Stanislas de Guaita
E. Schure
Conde de Villiers de l'Isle Adam (1838-1889)
J. Lermina
Adelma von Vay
Jules Doinel
V.-Emile Michelet
Abade Alta
"Ely Star" (Eugene Jacob, 1847-1942)
C. Flammarion
F. Ch. Barlet (Albert Faucheux)
Lucie Grange
Mme. E. de Morsier
Lucie Grange
Esse círculo deu origem à Fraternidade da Estrela, continuidade espiritual e rosacruciana da obra de Lévi, na casa de Maria Sinclair, Lady Caithness, uma das fundadoras da Igreja Gnóstica, que se tornou pública atraves de Jules Doinel. A revista L’Étoile tornou-se seu órgão central. Entre os membros estavam Stanislas de Guaita, F.-Ch. Barlet e Papus, o que culminaria na fundação da Ordem Kabalística da Rosacruz (OKR+C) [4].
A relação de Villiers de l'Isle-Adam com Éliphas Lévi
A relação entre Villiers de l’Isle-Adam e Éliphas Lévi manifesta-se tanto de forma direta quanto indireta. Villiers frequentava os mesmos círculos de poetas, artistas e romancistas, como a casa de Théophile Gautier. A filha deste, Judith Gautier (Mendès), esposa do amigo comum Catulle Mendès, era aluna de Éliphas Lévi. Além disso, Villiers, assim como Lévi, retirou-se por um tempo para a Abadia de Solesmes, e ambos participavam de uma rede de amigos estudiosos interessados em Cabala.
Paul Chacornac, em sua biografia de Éliphas Lévi, transcreve uma curiosa carta do mestre que revela seu contato com o círculo literário de Villiers:
"...um destes últimos dias (em novembro de 1873), uma dama de luto veio ter comigo, bela como a Vênus de Milo... Era a Sra. Judith Mendès, filha de Théophile Gautier, poeta e escritora de romances fantásticos, como o pai. Ela aproxima-se de mim, cumprimenta-me como mestre, diz-me que lê os meus livros com entusiasmo e que acaba de pedir aulas. Ela também quer levar-me imediatamente; deixo-me levar e encontro-me na casa do Sr. Catulle Mendès, no meio de um círculo de jovens escritores... Este jovem acolhe-me com deferência e respeito. O Sr. Catulle Mendès diz-me que as minhas obras contêm uma ciência espantosa e belezas literárias de primeira ordem. Em suma, sou celebrado, sou convidado a voltar... Na próxima quinta-feira, virão buscar-me e levar-me a Victor Hugo, que se encontra atualmente em Paris." [5]
Villiers era descendente de um Grão-Mestre da Ordem de São João de Jerusalém e escreveu romances de tom cavalheiresco sobre possíveis tesouros da Ordem de Malta na França. Essa temática influiu diretamente no ideal neotemplário e cavalheiresco que inspirou seu discípulo Victor-Émile Michelet.
De todo modo, Villiers de l'Isle-Adam era bastante próximo de Catulle Mendès, Judith Gautier e dos frequentadores do Arsenal. Catulle Mendès, além de sua ligação direta com Éliphas Lévi, foi um dos maiores divulgadores da obra do mestre entre os membros do Arsenal e do Cenáculo. Foi ele quem apresentou os escritos de Lévi a Stanislas de Guaita.
Correspondência e Discípulos na Inglaterra
Na França, Lévi manteve correspondência com Sir Kenneth MacKenzie, da Inglaterra, um dos fundadores da SRIA e da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Durante sua visita a Éliphas Lévi, MacKenzie deixou de ser um jornalista cético para se tornar um estudante de ocultismo, Tarot e Cabala. Lévi mostrou-lhe seus exemplares raros de Paracelso e Trithemius, além de compartilhar suas experiências astrais e técnicas — algumas das quais MacKenzie utilizou posteriormente em artigos e manuscritos. Sua obra sobre o Tarot, O Jogo do Tarô: Arqueologicamente e Simbolicamente Considerado — anunciada, mas nunca publicada — demonstra influência direta de Éliphas Lévi. Na Inglaterra, MacKenzie também frequentava uma misteriosa organização maçônica ainda mais esotérica, chamada "Sociedade dos Oito", formada especialmente para o estudo da Alquimia. Junto a outros pesquisadores ingleses de ocultismo, anunciou a fundação da "Ordem da Luz", lançada em 1882 em parceria com Peter Davidson — talvez um protótipo da Irmandade Hermética de Luxor, que já existia nos Estados Unidos desde 1870.
A Sra. L. Hutchinson, esposa do Cônsul Inglês em Paris, que escreveu:
“Éliphas Lévi é o único homem que conheci que chegou a um estado de Profunda Paz. Seu bom humor era indestrutível, sua alegria e vivacidade, inesgotáveis. Seu brilhante humor rabelaisiano, profundo para aqueles que compreendiam o sentido filosófico de suas palavras, era igualmente agradável às pessoas mais humildes, que só detectavam piadas divertidas nelas e sucumbiam ao charme deste homem amável. Quaisquer que fossem as faculdades das almas que se aproximavam de sua alma, ele se colocava ao seu alcance, elevando-as ao máximo, sem se iludir quanto ao grau a que poderiam chegar. Falando muito, sem jamais ousar proferir uma palavra indiscreta, demonstrava ao mesmo tempo uma franqueza completa e uma extrema reserva; sua consciência era um santuário sacerdotal.” - McIntosh.
A Sra. Hutchinson publicou parte dos ensinamentos recebidos por seu Mestre na revista L’Initiation, da Ordem dos Martinistas.
Outro elo importante foi Ewelina Hanska, prima de Marie de Ritznich — esposa de Saint-Yves d’Alveydre, figura decisiva para o ocultismo francês posterior.
Discípulos na Alemanha
A correspondência entre Mary Gebbhard-L'Estrange, de ascendência franco-canadense, esposa de Franz-Joseph Gebhard, fabricante de seda, banqueiro e cônsul persa, em Elberfeld, Baviera, Alemanha, com o coronel Henry Steel Olcott confirma que ela era uma das Eliphas ' discípulos. Ela o visitou várias vezes em Paris, e ele veio visitá-la duas vezes em Elberfeld. Após a morte de Eliphas Lévi, ela foi fundamental na fundação da Sociedade Teosófica na Alemanha, em sua própria casa: Platzhoffstrasse, com seu marido atuando como Secretário Correspondente. A Sra. Blavatsky ficou várias vezes na casa dos Gebhard. Com o Dr. Franz Harmann, Mary e sua família fizeram parte do pequeno grupo de primeiros trabalhadores da Sociedade Teosófica na Alemanha.
Abade Lacuria
O Abade Paul Gaspar Lacuria, ligado ao movimento dos abades socialistas, era uma figura influente, ainda que discreta. Autor da obra As Harmonias do Ser, influenciou diretamente nomes como Adrien e Joséphin Peladan e Stanislas de Guaita. Participava dos mesmos círculos editoriais e intelectuais que Lévi, incluindo a Biblioteca do Arsenal e os dominicanos de Arcueil.
A Ordem Kabalística da Rosacruz
A OKR+C nasceu do esforço de sistematizar os ensinamentos ocultistas franceses. Papus escreveu:
“(...) é a Saint-Yves que pertence a honra de ter inspirado, graças à sua poderosa e generosa intelectualidade, os líderes do ocultismo contemporâneo e, em primeiro lugar, Stanislas de Guaita.”
A ordem recebeu influência direta dos discípulos de Lévi, como os abades Roca, Alta e Lacuria, e adotou uma estrutura inspirada na SRIA inglesa.
A Biblioteca do Arsenal e as Sociedades Esotéricas
Na Biblioteca do Arsenal, Jean-Baptiste Pitois (Paul Christian) conviveu com estudiosos ligados ao Rito de Memphis-Misraim, como:
Jean Pitois
Firmin Boissin
Jacob e Jules Lacroix
Saint-Yves d’Alveydre
Catulle de Mendes
Esse ambiente foi decisivo para a formação esotérica de Pitois e sua atuação como divulgador da obra de Lévi.
Em novembro de 1873, Judith Mendès, filha de Gautier, recorre a Éliphas para obter informações sobre a Cabala, que podem ser usadas para trabalhar no romance que está escrevendo. Éliphas vai até a casa do pai da menina, que lê sua mão prevendo grandes sucessos para o futuro. O marido de Judite apresenta Victor Hugo a Éliphas. Em 1874, uma bronquite persistente, combinada com um inchaço nas pernas, colocou sua saúde à prova. Em 31 de maio de 1875, Éliphas faleceu aos 65 anos. Enterrado no cemitério de Ivry, em 1881 seus restos mortais foram exumados e jogados em uma vala comum.
Muitos outros discípulos são citados, mas há uma dificuldade para confirmar todos os nomes por falta de evidências, estes possíveis discípulos são Paschal Beverly Randolph e o Bispo Monsenhor Devoucoux.
Conclusão
Os ensinamentos secretos, rituais e anotações de Éliphas Lévi foram mais do que registros esotéricos — tornaram-se sementes plantadas em diversas tradições ocultistas europeias. Transmitidos inicialmente pelo Barão de Spedalieri a Anna Kingsford, Edward Maitland e Maria Sinclair (Lady Caithness), circularam entre os membros da Ordem Hermética da Golden Dawn, via Sociedade Hermética da Sra. Kingsford. Na França, chegaram a Papus e Stanislas de Guaita por meio de discípulos como Fernand Rozier, Abade Lacuria, Henri Delaage e Alphonse Esquiros, bem como dos maçons egípcios da Loja dos Philalethes, frequentadores da Biblioteca do Arsenal e membros do Cenáculo. Já na Alemanha, esses ensinamentos atravessaram fronteiras por meio da Sra. Hubbard, influenciando o Dr. Franz Hartmann e, por sua via, a Sociedade Teosófica Germânica, a Ordem dos Rosacruzes e a Ordem dos Templários Orientais (O.T.O.).
Longe de ser uma figura isolada, Éliphas Lévi emerge como o centro irradiador de uma rede viva e plural de discípulos, amigos e colaboradores que moldaram o ocultismo europeu no século XIX e além. Seus ensinamentos não apenas inspiraram indivíduos brilhantes — como Papus, Stanislas de Guaita, Kenneth MacKenzie e Fernand Rozier — mas também serviram como base para movimentos esotéricos duradouros, como a Ordem Kabalística da Rosacruz e a Fraternidade da Estrela.
Mais do que um mestre no sentido tradicional, Lévi foi um catalisador espiritual e intelectual, alguém que “despertava” consciências por meio da troca viva e intuitiva. Suas cartas, encontros e práticas deixaram marcas profundas em diversas correntes místicas, da alquimia à teosofia, da maçonaria aos rosacruzes.
Ao iluminar suas redes de influência, compreendemos não apenas a amplitude de seu legado, mas também a vitalidade de um esoterismo que nunca foi obra de um homem só — mas sim de uma fraternidade espiritual que atravessou fronteiras, tradições e gerações.
A filosofia de Éliphas Lévi, tal como a de seus mestres Louis-Claude de Saint-Martin e Karl von Eckartshausen, fundamentava-se na edificação interior do indivíduo, e não na constituição de organizações ou grupos iniciáticos. O próprio Lévi expressa essa perspectiva em diversas passagens de sua obra, como exemplificado na seguinte afirmação: “Criar a Deus, criar a si mesmo, fazer-se independente, impassível e imortal — eis aí certamente um programa mais temerário que o sonho de Prometeu.” Todavia, com o tempo, tornou-se evidente que a prática isolada, por parte dos discípulos, mostrava-se insuficiente para garantir sua formação e proteção espiritual. Nesse contexto, conforme observa Papus, os seguidores de Saint-Martin, Eckartshausen e Lévi passaram a reunir-se em grupos, como forma de suprir tais deficiências e consolidar seus caminhos iniciáticos.
Leonardo Artaud Toledo
Referências
Tobias Churton, Occult Paris, Inner Traditions, 2017.
A História da Magia, Éliphas Lévi, Ed. Pensamento, 2010.
Éliphas Lévi, Dogma e Ritual de Alta Magia, Ed. Pensamento.
Éliphas Lévi, Curso de Filosofia Oculta: Cartas ao Barão de Spedalieri, Ed. Pensamento.
Galtier, Maçonaria Egípcia.
Chacornac, Éliphas Lévi, renovador de l'occultisme en France, Paris, 1926.
Christian Rebisse, Os Rosacruzes: História e Mistérios, 2004.
McIntosh, Christopher, Eliphas Lévi and the French Occult Revival.
Papus, Revista L’Initiation, edição especial sobre Stanislas de Guaita, nº 4, janeiro de 1898.
Luigi Putrino, Nicolas Giuseppe Spedalieri, https://iniziazioneantica.altervista.org/1800-1900/spedalieri/giuseppe_spedalieri.htm
Wikipedia, “Alphonse Esquiros”, https://es.wikipedia.org/wiki/Alphonse_Esquiros (Consultada em maio de 2025).
Theosophy Wiki, “Mary Gebhard L’Estrange”, https://theosophy.wiki/en/Mary_Gebhard
Iapsop.com, Artigo sobre a Revista L’Étoile, https://iapsop.com/
La Rose Bleue, “Entourage d’Éliphas Lévi”, https://www.la-rose-bleue.org/Albums/Eliphas_Levi_entourage/page_02.html
ARLS Éliphas Lévi, https://www.eliphaslevi.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=8
Hermanubis, “Alphonse Charles Constant”, https://www.hermanubis.com.br/Artigos/EN/ARBRAlphonseCharlesConstant.htm
Livraria Esotera, “Éliphas Lévi, o Grande Mestre da Magia”, https://livrariaesotera.wordpress.com/2015/05/09/eliphas-levi-o-grande-mestre-da-magia/
Hermes Trismegisto, “A Influência de Éliphas Lévi no Ocultismo”, https://hermestrismegisto.xyz/la-influencia-de-eliphas-levi-en-el-ocultismo/
Spectrum Gothic, “Éliphas Lévi”, https://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/personagens/eliphas.htm
Conteúdo Rosacruz, “Wronski”, https://conteudorosacruz.wordpress.com/2018/09/10/hoene-wronski-um-mestre-pouco-conhecido/
Notas:
Serge Caillet - Fernand Rozier, Testemunha do Inivisível. L'initiation nº2 2000.
McIntosh, Christopher, Eliphas Lévi and the French Occult Revival.
Papus, Revista L’Initiation, edição especial sobre Stanislas de Guaita, nº 4, janeiro de 1898.
A Fraternidade da Estrela teve origem em um círculo nos EUA, passou pela Inglaterra com Maria Sinclair (Lady Caithness, Duquesa de Pomar) e Anna Kingsford, e chegou à França por meio da própria Sinclair.
Artigo Villiers de l'Isle-Adam e Éliphas Levi. E. Drougard. Revue belge de Philologie et d'Histoire - Année 1931, pag. 505-530.
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